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Outubro Rosa: câncer de mama: entre o rastreamento e o diagnóstico precoce

   Saudações, doutores! Outubro Rosa é uma oportunidade para falar sobre câncer de mama, mas também para reforçar uma diferença fundamental na prática clínica: rastreamento e diagnóstico precoce não são a mesma coisa. O rastreamento é realizado em pessoas assintomáticas, com o objetivo de detectar alterações antes do surgimento de sinais clínicos. Já o diagnóstico precoce envolve reconhecer e investigar adequadamente uma paciente que apresenta sinais ou sintomas suspeitos. Essa distinção parece simples, mas muda completamente a condução clínica. Rastreamento não é investigação de sintomas Uma mulher assintomática dentro da faixa etária recomendada para rastreamento deve seguir a estratégia populacional indicada. No Brasil, a recomendação atualizada pelo Ministério da Saúde/INCA estabelece mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres fora dessa faixa, sem sinais ou sintomas suspeitos, também podem ter acesso ao exame no SUS mediante decisã...