Ginecologia Endócrina nos últimos 20 anos: avanços científicos, mudanças na prática clínica e os desafios para o futuro

 

Especial de 20 anos da SOGIMA-RJ | Novembro de 2026

Ao longo das últimas duas décadas, a Ginecologia Endócrina passou por transformações importantes na compreensão, no diagnóstico e no tratamento das condições que envolvem o sistema reprodutivo feminino. A evolução do conhecimento sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOP), a transição menopausal, a função ovariana, a saúde metabólica e a fertilidade contribuiu para ampliar o olhar clínico para além dos níveis hormonais isolados.

Essa trajetória acompanha uma mudança mais ampla na Medicina: a valorização de decisões terapêuticas individualizadas, da integração entre diferentes áreas do conhecimento e da aplicação crítica das evidências científicas à realidade de cada paciente.

Em 2026, ao celebrar duas décadas de história, a Sociedade de Ginecologia e Mastologia do Estado do Rio de Janeiro (SOGIMA-RJ) também encontra uma oportunidade para revisitar essas transformações e refletir sobre o futuro da formação médica. Afinal, acompanhar a evolução da ciência é parte essencial da construção de uma prática clínica qualificada, responsável e comprometida com a saúde da mulher.

 

1. Da dosagem hormonal ao raciocínio clínico integrado

No início dos anos 2000, a avaliação hormonal já ocupava um lugar central na investigação de irregularidades menstruais, infertilidade, manifestações de hiperandrogenismo e sintomas relacionados ao climatério. Nas duas décadas seguintes, entretanto, a interpretação desses exames passou a ser discutida de forma cada vez mais integrada à história clínica, à idade, ao contexto reprodutivo e aos fatores de risco individuais.

A dosagem de um hormônio raramente responde, sozinha, a todas as perguntas clínicas. O significado de um resultado depende de variáveis como fase do ciclo menstrual, uso de medicamentos, condições fisiológicas, método laboratorial e hipótese diagnóstica.

Essa perspectiva ganhou importância em diferentes cenários. Na investigação de amenorreia, por exemplo, é necessário considerar causas hipotalâmicas, hipofisárias, ovarianas, tireoidianas e outras condições sistêmicas. Na avaliação da infertilidade, os marcadores de reserva ovariana precisam ser interpretados em conjunto com idade, histórico reprodutivo e outros elementos da investigação. Já na transição menopausal, os sintomas e o contexto clínico frequentemente têm papel central na condução da consulta.

O avanço, portanto, não está apenas na disponibilidade de novos exames, mas na capacidade de selecionar os testes apropriados, interpretar seus limites e relacionar os resultados às decisões que realmente podem beneficiar a paciente.

Essa mudança também reforça uma competência fundamental para o ginecologista: distinguir alterações laboratoriais que exigem investigação ou tratamento daquelas que precisam ser interpretadas no contexto clínico, evitando exames indiscriminados e intervenções sem indicação bem estabelecida.

 

2. Síndrome dos ovários policísticos: uma condição além dos ovários

A síndrome dos ovários policísticos é um dos exemplos mais expressivos da evolução da Ginecologia Endócrina. Embora suas manifestações reprodutivas continuem sendo fundamentais para o diagnóstico, o conhecimento acumulado demonstrou a importância de considerar também os aspectos metabólicos, psicológicos e de qualidade de vida associados à condição.

Em 2003, os critérios de Rotterdam contribuíram para ampliar e padronizar a avaliação diagnóstica da SOP, estabelecendo uma estrutura baseada em características clínicas, bioquímicas e ultrassonográficas, após a exclusão de diagnósticos alternativos. Posteriormente, diretrizes internacionais buscaram aperfeiçoar a aplicação desses critérios e fortalecer uma abordagem mais abrangente.

A diretriz internacional de 2018 representou um marco na organização das recomendações para avaliação e manejo da síndrome. Em 2023, uma nova atualização reuniu 254 recomendações e pontos de prática, abordando diagnóstico, manifestações reprodutivas, risco metabólico, saúde psicológica, infertilidade e tomada de decisão compartilhada.

Entre os avanços relevantes estão o refinamento dos algoritmos diagnósticos, a possibilidade de utilizar o hormônio anti-Mülleriano (AMH) como alternativa à ultrassonografia para definição da morfologia ovariana policística em determinadas adultas e o reconhecimento mais explícito de condições associadas, como alterações metabólicas, apneia do sono e sofrimento psicológico. O AMH não deve ser usado indiscriminadamente como teste isolado para diagnosticar SOP, e sua aplicação depende dos critérios estabelecidos para a população avaliada.

Outro aspecto importante é a mudança na comunicação clínica. A SOP não deve ser reduzida a uma questão estética, menstrual ou reprodutiva. Seu manejo exige considerar as prioridades da paciente, o desejo de gestação, os sintomas de hiperandrogenismo, a saúde metabólica e o bem-estar emocional.

A evolução das diretrizes também evidencia uma ressalva científica: apesar do progresso, parte das recomendações ainda se apoia em evidências de qualidade baixa ou moderada. Isso reforça a necessidade de pesquisa contínua e de uma prática que reconheça tanto o que já está estabelecido quanto as questões ainda em aberto.

Referência central: Teede et al., 2023. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. DOI: 10.1210/clinem/dgad463.

 

3. Menopausa: uma abordagem mais individualizada da terapia hormonal

A terapia hormonal da menopausa esteve entre os temas que mais influenciaram o debate clínico nas últimas duas décadas. A publicação dos resultados iniciais do estudo Women's Health Initiative (WHI), no início dos anos 2000, modificou profundamente a percepção dos benefícios e riscos da terapia hormonal, especialmente em relação à prevenção de doenças crônicas.

A interpretação desses resultados estimulou revisões importantes das recomendações e tornou mais evidente a necessidade de considerar idade, tempo desde a menopausa, condições clínicas, formulação utilizada, via de administração e objetivos terapêuticos.

Com o amadurecimento das evidências, a discussão passou a enfatizar que a terapia hormonal não deve ser tratada como uma intervenção uniforme para todas as mulheres. Ela permanece como o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores e síndrome geniturinária da menopausa, além de contribuir para a prevenção da perda óssea em contextos apropriados. Entretanto, os benefícios e riscos variam conforme o perfil clínico e a estratégia empregada.

A declaração de posicionamento da The North American Menopause Society, publicada em 2022, reforça que, para mulheres sintomáticas com menos de 60 anos ou dentro de dez anos do início da menopausa, sem contraindicações, a relação benefício-risco tende a ser favorável para o tratamento dos sintomas vasomotores e a prevenção da perda óssea. Para mulheres que iniciam a terapia mais tardiamente, a avaliação exige maior cautela, considerando o aumento dos riscos absolutos de determinados eventos.

A prática contemporânea também valoriza a escolha compartilhada, a revisão periódica da indicação e a utilização da dose, da via e do regime mais adequados aos objetivos da paciente. Para sintomas geniturinários, por exemplo, podem ser consideradas opções locais e não hormonais, conforme a intensidade dos sintomas, as contraindicações e as preferências individuais.

Essa evolução representa uma mudança importante: o debate deixou de se limitar a uma oposição simplificada entre utilizar ou não hormônios e passou a exigir uma avaliação mais precisa de quem pode se beneficiar, em qual momento e sob quais condições.

É fundamental, contudo, não confundir tratamento de sintomas e prevenção da perda óssea com uma indicação universal de terapia hormonal para prevenir doenças cardiovasculares ou outras condições crônicas.

Referência central: The North American Menopause Society. The 2022 Hormone Therapy Position Statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2022;29(7):767-794. DOI: 10.1097/GME.0000000000002028.

 

4. Insuficiência ovariana prematura: mais do que uma questão reprodutiva

A insuficiência ovariana prematura (IOP), caracterizada pela perda ou redução importante da função ovariana antes dos 40 anos, também recebeu atenção crescente. Embora o comprometimento da fertilidade seja uma das consequências mais conhecidas, seus efeitos podem alcançar a saúde óssea, cardiovascular, sexual e psicológica.

A evolução das recomendações clínicas tem contribuído para uma abordagem mais abrangente, com atenção à investigação etiológica, ao aconselhamento reprodutivo, à saúde a longo prazo e às necessidades individuais de acompanhamento.

A diretriz internacional publicada em 2024, desenvolvida com participação de sociedades como ESHRE, ASRM, CRE-WHiRL e International Menopause Society, reuniu 145 recomendações sobre diagnóstico, causas, consequências e tratamento da IOP. Entre as atualizações estão critérios diagnósticos, considerações sobre avaliação genética, fertilidade, saúde muscular e estratégias de terapia hormonal.

A diretriz também reforça a importância da terapia hormonal, na ausência de contraindicações, até a idade habitual da menopausa, para manejo dos sintomas relacionados à deficiência estrogênica e redução de consequências adversas associadas à condição. A indicação deve ser individualizada, com escolha do regime apropriado e acompanhamento clínico.

Um ponto importante é que insuficiência ovariana prematura não significa necessariamente ausência definitiva de atividade ovariana em todos os casos. A possibilidade de atividade intermitente deve ser considerada no aconselhamento, sem criar expectativas indevidas sobre a chance de gestação espontânea.

O cuidado também precisa ir além da prescrição. O diagnóstico pode produzir impacto emocional significativo, especialmente quando a paciente ainda deseja engravidar. Por isso, comunicação cuidadosa, aconselhamento reprodutivo e apoio psicossocial são componentes relevantes da assistência.

Referência central: ESHRE, ASRM, CRE-WHiRL e IMS. Evidence-based guideline: premature ovarian insufficiency. Human Reproduction Open. 2024;2024(4). DOI: 10.1093/hropen/hoae065.

 

5. Reserva ovariana e fertilidade: mais informação, mas também mais responsabilidade

O desenvolvimento de métodos de avaliação da reserva ovariana ampliou os recursos disponíveis para o planejamento reprodutivo e para a condução de tratamentos de reprodução assistida. Entre os marcadores mais utilizados estão o hormônio anti-Mülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais por ultrassonografia.

Essas ferramentas são úteis principalmente para estimar a quantidade de oócitos e prever a resposta à estimulação ovariana em contextos de reprodução assistida. Entretanto, a interpretação dos resultados exige cautela.

Uma das mensagens mais importantes consolidada nos últimos anos é que reserva ovariana não equivale a fertilidade. Os testes disponíveis não conseguem, isoladamente, determinar a possibilidade de uma mulher engravidar espontaneamente, nem devem ser utilizados como único critério para negar acesso a tratamentos.

A idade continua sendo um dos fatores mais importantes para a avaliação do potencial reprodutivo, enquanto os marcadores de reserva oferecem informações complementares, especialmente para estimar a resposta ovariana a determinados procedimentos.

A ampliação do acesso a exames hormonais tornou ainda mais necessário explicar seus limites. Resultados alterados podem gerar ansiedade e decisões precipitadas quando apresentados sem contexto. Da mesma forma, resultados aparentemente favoráveis não garantem fertilidade preservada por tempo indeterminado.

A prática clínica contemporânea exige, portanto, integrar exames, idade, história reprodutiva, condições clínicas e planos pessoais. O aconselhamento deve apoiar decisões informadas, sem transformar biomarcadores em previsões absolutas sobre o futuro reprodutivo.

Referência central: American Society for Reproductive Medicine. Testing and interpreting measures of ovarian reserve: a committee opinion. Fertility and Sterility. 2020;114(6):1151-1157.

 

6. Saúde metabólica, risco cardiovascular e cuidado ao longo da vida

Outra transformação importante foi o fortalecimento da compreensão de que a saúde hormonal feminina não pode ser separada da saúde metabólica e cardiovascular.

Condições como SOP, insuficiência ovariana prematura e menopausa podem demandar atenção a diferentes fatores de risco, embora os mecanismos e as necessidades de acompanhamento variem entre elas. A idade, a história familiar, a pressão arterial, o perfil lipídico, o metabolismo da glicose, o tabagismo, a atividade física e outros fatores clínicos ajudam a orientar a prevenção.

Na SOP, as diretrizes atuais reforçam a avaliação de risco metabólico e a atenção a manifestações psicológicas e distúrbios do sono. Na insuficiência ovariana prematura, a deficiência estrogênica pode ter implicações para a saúde óssea e cardiovascular, justificando acompanhamento específico. Na menopausa, a consulta pode representar uma oportunidade para revisar fatores de risco e discutir medidas preventivas.

Esse olhar integrado não significa atribuir todo sintoma ou alteração metabólica aos hormônios. Ao contrário, exige identificar quando a alteração endócrina é parte central do problema, quando é um fator associado e quando outras condições precisam ser investigadas.

O avanço está na capacidade de construir planos de cuidado que considerem o momento de vida da paciente e conectem saúde reprodutiva, prevenção de doenças crônicas e qualidade de vida.

 

7. Saúde sexual e qualidade de vida: sintomas que merecem escuta clínica

A ampliação do conceito de saúde hormonal também trouxe maior atenção à função sexual e ao impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida.

Redução do desejo sexual, dor durante a relação, secura vaginal e outros sintomas podem envolver fatores hormonais, medicamentosos, relacionais, psicológicos e clínicos. A abordagem adequada começa pela escuta, pela identificação do impacto da queixa e pela investigação direcionada.

Na transição menopausal e após a menopausa, a síndrome geniturinária pode comprometer o conforto, a função sexual e a qualidade de vida. A identificação dos sintomas e a discussão de alternativas terapêuticas, incluindo medidas não hormonais e tratamentos locais quando indicados, fazem parte do cuidado individualizado.

A redução do desejo sexual, por sua vez, não deve ser atribuída automaticamente a uma deficiência hormonal. A avaliação precisa considerar o contexto da paciente, os sintomas associados, o uso de medicamentos e os fatores psicossociais.

Esse reconhecimento ajuda a evitar a medicalização de experiências complexas e, ao mesmo tempo, impede que queixas relevantes sejam minimizadas ou tratadas como inevitáveis. A qualidade de vida é um desfecho clínico importante, e não um aspecto secundário da assistência.

 

8. O que mudou na formação médica?

A evolução da Ginecologia Endócrina também evidencia a importância da atualização profissional contínua. A quantidade de novas publicações, revisões de diretrizes e recursos diagnósticos exige que o médico desenvolva não apenas conhecimento técnico, mas também capacidade de avaliar a qualidade das evidências e reconhecer suas limitações.

A atualização científica não consiste em incorporar toda novidade à prática. Exige distinguir resultados preliminares de recomendações consolidadas, compreender a aplicabilidade dos estudos à população atendida e avaliar se uma intervenção produz benefícios clínicos relevantes.

Nesse contexto, a formação médica precisa aproximar teoria e prática, estimulando raciocínio clínico, discussão de casos, interpretação de exames e decisões compartilhadas com as pacientes.

A educação continuada também favorece uma prática mais crítica diante de informações disseminadas fora dos canais científicos, especialmente em áreas nas quais exames hormonais, suplementos e terapias são frequentemente apresentados com promessas que ultrapassam as evidências disponíveis.

Para instituições dedicadas à formação médica, acompanhar essas mudanças significa preparar profissionais para lidar tanto com os avanços quanto com as incertezas da ciência.

 

9. Os próximos desafios da Ginecologia Endócrina

Apesar dos avanços, permanecem questões importantes. A qualidade das evidências varia entre condições clínicas e intervenções, e algumas recomendações ainda dependem de consenso especializado diante da ausência de estudos robustos.

Na SOP, são necessários estudos que melhorem a compreensão das diferentes apresentações clínicas e a efetividade das intervenções em longo prazo. Na menopausa, permanecem relevantes as pesquisas sobre individualização dos tratamentos, opções não hormonais e desfechos de longo prazo. Na insuficiência ovariana prematura, ainda existem lacunas sobre as causas, os melhores regimes terapêuticos e as estratégias para preservar a saúde ao longo da vida. Na avaliação da fertilidade, o desafio é utilizar os biomarcadores de forma apropriada, sem atribuir a eles uma capacidade preditiva que não possuem.

A evolução tecnológica também amplia as possibilidades de investigação molecular e análise de dados. Para que esses recursos se traduzam em benefícios concretos, será necessário demonstrar sua utilidade clínica, garantir qualidade metodológica e avaliar cuidadosamente custos, acesso e impacto nas decisões médicas.

O futuro da especialidade dependerá, portanto, da combinação entre pesquisa de qualidade, educação médica, colaboração multidisciplinar e cuidado centrado na paciente.

 

10. SOGIMA-RJ: 20 anos acompanhando a evolução da ciência

Celebrar os 20 anos da SOGIMA-RJ é reconhecer a importância da educação médica em uma área que exige atualização constante e capacidade de integrar diferentes dimensões da saúde feminina.

De 2006 a 2026, a produção científica em Ginecologia Endócrina ampliou o conhecimento sobre condições frequentes e complexas, fortaleceu diretrizes internacionais e tornou mais evidente a necessidade de decisões individualizadas. Essa trajetória mostra que a qualidade da assistência depende tanto do acesso ao conhecimento quanto da capacidade de interpretá-lo criticamente e aplicá-lo com responsabilidade.

A formação de especialistas tem papel fundamental nesse processo. Estudar os mecanismos hormonais, compreender os limites dos exames, avaliar riscos, discutir opções terapêuticas e reconhecer as necessidades de cada paciente são competências que conectam ciência e prática clínica.

Ao completar duas décadas, a SOGIMA-RJ reafirma o valor da educação médica continuada e do compromisso com uma assistência baseada em evidências. Mais do que acompanhar as transformações da especialidade, o desafio é preparar profissionais para participar delas, mantendo a ciência, a ética e o cuidado individualizado no centro das decisões.

Vinte anos de história também representam vinte anos de oportunidades para aprender, compartilhar conhecimento e contribuir para uma Ginecologia Endócrina cada vez mais qualificada.

 


 

Referências científicas para aprofundamento

  1. Rotterdam ESHRE/ASRM-Sponsored PCOS Consensus Workshop Group. Revised 2003 consensus on diagnostic criteria and long-term health risks related to polycystic ovary syndrome. Fertility and Sterility. 2004;81(1):19-25. DOI: https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2003.10.004

  2. Teede HJ, et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2023;108(10):2447-2469. DOI: https://doi.org/10.1210/clinem/dgad463

  3. The North American Menopause Society. The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2022;29(7):767-794. DOI: https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002028

  4. ESHRE, ASRM, CRE-WHiRL e IMS. Evidence-based guideline: premature ovarian insufficiency. Human Reproduction Open. 2024;2024(4). DOI: https://doi.org/10.1093/hropen/hoae065

  5. American Society for Reproductive Medicine. Testing and interpreting measures of ovarian reserve: a committee opinion. Fertility and Sterility. 2020;114(6):1151-1157. Disponível em: https://www.asrm.org/practice-guidance/practice-committee-documents/testing-and-interpreting-measures-of-ovarian-reserve-a-committee-opinion-2020/

  6. American College of Obstetricians and Gynecologists. The Use of Antimüllerian Hormone in Women Not Seeking Fertility Care. Committee Opinion No. 773. 2019. Disponível em: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/committee-opinion/articles/2019/04/the-use-of-antimullerian-hormone-in-women-not-seeking-fertility-care

 

Nota editorial: esta retrospectiva sintetiza marcos científicos e mudanças de abordagem clínica observados no período. Não pretende representar uma revisão sistemática de toda a produção publicada entre 2006 e 2026, nem atribuir à SOGIMA-RJ a autoria ou a participação direta nos avanços científicos citados.

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